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O mapa ao lado permite uma investigação interativa de um banco de dados das atividades e eventos do Latitude, galerias participantes e seus respectivos artistas.

 

NOVOS TERRITÓRIOS DA ARTE CONTEMPORÂNEA BRASILEIRA

por Kiki Mazzucchelli, curadora independente

Hoje a arte Brasileira parece estar em todos os lugares, entretanto algumas décadas atrás, tínhamos um cenário completamente diferente. As condições que fizeram possível o fenômeno comumente chamado de “internacionalização” da arte brasileira são variados e foram graduais não podendo ser localizados precisamente em um período. Mas a minha geração – que estava na universidade no final dos anos 90 e que começou a trabalhar no circuito de arte na virada do século - testemunhou uma importante mudança em como a arte brasileira circulava, era disseminada e interpretada no exterior. Na verdade, alguns momentos importantes da expansão da arte brasileira aconteceram no final dos anos 1980/90.

Galerias de arte pioneiras como Thomas Cohn, Luisa Strina e Marcantonio Vilaça tiveram papel importante ao participarem de feiras de arte internacionais, levavam arte contemporânea brasileira para um público internacional. E assim, pela primeira vez em nossa história, artistas contemporâneos como Jac Leirner e Tunga alcançaram projeção internacional.

Foi a primeira vez que instituições ocidentais renomadas organizaram retrospectivas de importantes artistas brasileiros:

A retrospectiva de Hélio Oiticica em 1992 foi organizada pelo Witte de With, (Rotterdam, Holanda); depois foi exibida na Galerie du Jeu de Paume (Paris, França); Fundación Tápies (Barcelona, Espanha); Centro de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa, Portugal); Walker Art Center (Minneapolis, EUA).

A retrospectiva de 1997 de Lygia Clark também viajou para outras instituições europeias: Fundacio? Antoni Ta?pies, (MAC Barcelona, 1997, Galeries Contemporaines des Muse?es de Marseille, 1998, Fundac?a?o de Serralves, Porto, 1998, Socie?te? des Expositions du Palais des Beaux-Arts, Bruxelas,1998)

No mesmo ano (1997) a dOCUMENTA 10, uma das mais importantes exposições da década, curada por Catherine David, também desempenhou um papel importante, ao exibir trabalhos de Lygia Clark e Hélio Oiticica (também apresentou trabalhos de Cabelo e Tunga).

Outro ponto crucial nos anos 1990 foi o papel central desempenhado pelo pensamento pós-colonial na academia e nas instituições culturais ocidentais (e, mais recentemente, investigações sobre outras modernidades).

A 24ª Bienal de São Paulo, curada por Paulo Herkenhoff em 1998, foi a primeira a levar um conceito brasileiro (Antropofagia) para o cenário internacional, propondo novas leituras de obras histórias (ocidentais) não só brasileiras, mas também latino-americanas.

Assim se entendermos a idéia de território (da Arte Brasileira) como um conceito geográfico e simbólico, a Bienal da Antropofagia teve papel central nesta expansão. A idéia de Antropofagia (Canibalismo) reverberou internacionalmente imediatamente após o fim da Bienal e desde então vem sendo aplicada - com maior ou menor rigor - em diversos projetos.

Na última década, a arte contemporânea brasileira atingiu uma proeminência internacional nunca antes vista em sua história. Novamente, houve retrospectivas de Lygia Clark (Nantes, 2005) e Hélio Oiticica (Houston e Londres, 2007). A arte brasileira também foi tema de importantes coletivas e festivais como a Tropicália, curada por Carlos Basualdo, mostrada em Chicago, Nova Iorque e Londres (2006).

Considerando somente Londres, tivemos nos últimos anos, individuais de muitos artistas brasileiros em instituições diversas: Rivane Neuenschwander (2008); Cildo Meireles (2008); Alexandre da Cunha (Camden Arts Centre, 2009), Ernesto Neto (Hayward, 2010); Lygia Pape (Serpentine, 2011).

O aumento do interesse internacional no Brasil é aparente também na maioria das feiras internacionais como ARCO em Madrid e Frieze em Londres, nas quais hoje em dia muitas galerias brasileiras participam. A presença de artistas brasileiros também cresceu notavelmente nas galerias européias e norte-americanas. Na mesma década, Brasil alcançou uma estabilidade econômica sem precedentes, enquanto a Europa e os Estados Unidos enfrentam períodos de crise, o que com certeza contribuiu para o interesse maior na cultura brasileira.

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Texto apresentado como introdução para mesa redonda homônima ocorrida no dia 08 de outubro de 2012, na Embaixada Brasileira em Londres.

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